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Bruna Dubinski: uma vida dedicada à maquiagem
Seu trabalho é marcado pela busca de uma beleza autêntica, que respeita e revela a identidade de cada mulher.
Por: Rodrigo Domingos
10:28:00 - 30/04/2026
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Na coluna desta quinta-feira, 30, um bate papo com a maquiadora Bruna Dubinski, seu trabalho é marcado pela busca de uma beleza autêntica, que respeita e revela a identidade de cada mulher, unindo técnica, sensibilidade e propósito.
Bruna, como você iniciou sua carreira no mundo da beleza, principalmente da maquiagem?
Eu cresci dentro da loja de cosméticos da minha família, então a beleza sempre fez parte da minha rotina de forma muito natural. Eu via o movimento das clientes, os produtos, as transformações… isso foi despertando meu olhar desde muito cedo. Mas o meu início mesmo foi intuitivo: ainda adolescente eu já maquiava minhas amigas para festas, testando, aprendendo na prática.
Aos 19 anos, comecei a atender colegas da faculdade, e ali percebi que aquilo já estava se tornando algo mais sério. Aos 20, fiz meu primeiro curso profissional e foi quando eu entendi que não era só um hobby, era o que eu queria construir como carreira.
Sua família é toda envolvida neste universo da maquiagem, seu irmão, sua mãe, como é isso?
A beleza sempre foi muito presente na minha família, não só como trabalho, mas como parte do dia a dia mesmo. Eu e meu irmão crescemos nesse ambiente, acompanhando de perto o atendimento ao público, o comportamento das clientes, a evolução dos produtos. Isso me deu uma base muito sólida, porque antes mesmo de ser profissional, eu já entendia como o mercado funcionava.
E isso reflete muito até hoje no meu trabalho, nesse olhar mais próximo, mais humano e também mais realista sobre a beleza. Seguimos os passos da nossa mãe, é inevitavelmente somos apaixonados pelo mundo da beleza.
Você participou do Fashion House, um programa, um projeto que trata de moda, veiculado nacionalmente na Fashion TV, e gravado em Joinville, conte-me um pouco sobre o projeto, o backstage e a repercussão do programa?
Foi uma experiência muito intensa e ao mesmo tempo muito enriquecedora. O backstage de moda tem uma energia muito particular, tudo acontece rápido, com prazos apertados, e você precisa estar preparada técnica e emocionalmente. Existe uma troca muito grande entre as equipes, e isso faz você crescer muito como profissional. Participar de um projeto com alcance nacional, ainda mais sendo gravado em Joinville, teve um significado especial para mim. Trouxe visibilidade, conexões importantes e também uma confirmação de que eu estava no caminho certo dentro do mercado.
Conte-me um pouco sobre o projeto Caravana Internacional da moda, na qual você também fez parte, viajar alguns países, com o intuito de fotografar várias marcas, como foi sua experiência no projeto?
A Caravana foi, sem dúvida, um divisor de águas na minha carreira. Trabalhar em diferentes países, com campanhas de moda, me tirou completamente da zona de conforto e expandiu muito o meu repertório. Cada lugar tem sua estética, sua cultura, sua forma de enxergar a beleza. E isso muda a gente. Não tem como viver esse tipo de experiência e voltar a mesma profissional, você volta com outro olhar, mais sensível, mais aberto, mais criativo. Foram experiências que me marcaram tanto no profissional quanto no pessoal.
Os produtos de maquiagem hoje estão mais acessíveis, sustentáveis, pensado nos vários tons de pele, na pluralidade brasileira e do mundo, como era no início da sua carreira, e como você vê essa evolução?
No início, a gente tinha uma limitação muito maior, principalmente em relação à variedade de tons de pele e texturas. E isso, no Brasil, sempre foi um desafio, porque a gente tem uma diversidade muito grande de tons de pele justamente por conta da nossa miscigenação. Hoje eu vejo uma evolução muito importante nesse sentido: as marcas estão mais atentas a inclusão, a representatividade e também a sustentabilidade. Isso amplia possibilidades, democratiza a beleza e permite que mais pessoas se sintam realmente representadas.
A indústria da beleza e maquiagem é um setor global altamente lucrativo e dinâmico, sendo o Brasil o 4º maior mercado mundial. Você também atua como influenciadora, como aliar marcas deste setor a criação de conteúdo, sendo uma profissional de uma cidade como Joinville. As marcas chegam até você, como funciona?
Hoje o conteúdo é uma extensão muito natural do meu trabalho como maquiadora. Eu não produzo só para mostrar um resultado final, mas para ensinar, explicar e criar conexão com quem está do outro lado. As marcas acabam chegando de forma orgânica, muito por identificação de valores e linguagem. E eu tenho muito cuidado com isso, porque acredito que a credibilidade vem justamente dessa coerência entre o que eu falo e o que eu realmente uso e acredito.
A vida para quem trabalha no mercado da moda, da beleza é insana, tanto pelos horários, a disponibilidade de estar integralmente focada numa produção. Como você lida com o tempo, já que você também é mãe?
Não é simples, e eu gosto de ser muito honesta sobre isso. É uma rotina que exige organização, disciplina e, principalmente, consciência nas escolhas. Eu tento estar presente de verdade em cada papel que eu exerço. Quando estou trabalhando, estou focada, e quando estou com minhas filhas, também. Não existe um equilíbrio perfeito, mas existe um esforço constante de ajustar, reorganizar e entender o que é prioridade em cada momento.
O que você prefere, produzir um desfile de moda, fazer a beleza para editorias, fotos, vídeos ou os dois juntos, explique um pouco sobre esses dois processos?
São experiências bem diferentes. O desfile tem aquela energia do ao vivo, da pressão do tempo, enquanto o editorial permite um processo mais criativo e detalhado. Eu gosto muito dos dois, porque cada um me desafia de uma forma diferente.
Qual a campanha na qual você assinou a beleza, que você sente mais orgulho?
Eu tenho um carinho especial pelos trabalhos internacionais da Caravana, porque marcaram uma fase de crescimento muito grande. Mas, de forma geral, eu me orgulho dos trabalhos em que consigo enxergar verdade e conexão, independentemente do tamanho da campanha.
Esse ano lancei minha marca, a Beauty Vanille, e sem dúvidas é a campanha mais linda que eu produzi. Com intenção, carinho e verdade. Tenho muito orgulho.
Quem te inspira na maquiagem?
Eu me inspiro muito em profissionais que fogem do padrão e trabalham a beleza de forma mais autoral. A Brigitte Calegari é uma grande referência para mim no Brasil. Internacionalmente, nomes como Patrick Ta, Mario e Danessa Myricks me inspiram não só pela técnica, mas também pelo posicionamento como empreendedores. Mas, sendo muito sincera, minha maior inspiração vem das próprias mulheres que eu atendo. Cada uma carrega uma história, uma linguagem, uma forma de se expressar, e isso é extremamente inspirador.
Dicas de maquiagem para a 3ª idade?
Menos é mais. A preparação de pele é fundamental, com produtos hidratantes e leves. Evite o excesso de pó, valorizar a pele natural e trazer pontos de luz estratégicos faz toda a diferença. E, principalmente, respeitar a individualidade e história de cada mulher.
As perspectivas futuras para o setor de beleza indicam uma integração cada vez mais profunda entre ciência, tecnologia e sustentabilidade, como você vê isso?
Acredito que esse é um caminho sem volta. A tecnologia vem para personalizar ainda mais os produtos e a experiência, enquanto a sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser essencial. O consumidor está mais consciente e atento, e isso muda tudo.
O câncer de pele tem uma alta incidência em Santa Catarina, existe uma preocupação, um preparo em relação a maquiagem, para pessoas no caso, do Sul, há um preparo antes da maquiagem em si, e o que você indica para as catarinenses em termos de prevenção?
Sim, a preparação de pele é essencial. O uso diário de protetor solar é indispensável, independente da estação. No dia a dia, antes da maquiagem, sempre priorizo produtos que protejam e cuidem da pele. Isso é algo que sempre trago para as minhas clientes, a nossa pele, nosso rosto é a nossa tela, e o cuidado precisa ser constante para termos um bom resultado na maquiagem.
E para encerrar, quais os planos futuros da profissional Bruna Dubinski?
Eu quero continuar crescendo de forma consistente, tanto como profissional quanto como marca. A Beauty Vanille é um projeto muito especial, e meu foco agora é expandir, fortalecer e levar essa identidade para mais pessoas. Ao mesmo tempo, quero continuar ensinando, criando conteúdo e mantendo o contato direto com as clientes, porque essa troca é o que me move e dá sentido ao meu trabalho.
Mais informações: @brunadubinski @beauty.vanille
Galeria de Imagens:
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