#segurança
Advogado é suspeito de levar smartwatches para servir como telefone a presos em Joinville
Caso motivou a deflagração da Operação Cavalo de Tróia, na manhã desta quarta-feira
Por: Danielly Vieira - Repórter
12:57:00 - 22/04/2026
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Um advogado passou a ser alvo de investigação por suspeita de usar sua função para levar smartwatches, relógios inteligentes, ao Complexo Penitenciário de Joinville e facilitar a comunicação de detentos com o lado de fora. O caso motivou a deflagração da Operação Cavalo de Tróia, na manhã desta quarta-feira, 22, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).
O foco da operação é reunir provas sobre a entrada de cinco smartwatches na unidade. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, os aparelhos eram usados pelos presos como telefone, permitindo contato direto com integrantes de uma organização criminosa fora do presídio.
Durante a ação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. Uma pessoa também foi presa em flagrante por estar com medicamentos de origem estrangeira sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A operação contou com apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR) de Joinville e da Polícia Penal.
Como funcionava o esquema
As investigações começaram após informações repassadas pela direção da unidade prisional à 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville. A partir disso, os investigadores identificaram que o advogado não agia sozinho e teria contado com a ajuda de outras pessoas para inserir os dispositivos no presídio.
De acordo com o apurado, ele se aproveitava do acesso permitido pela profissão para entrar na unidade e esconder os smartwatches na sala da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Depois, os aparelhos eram recolhidos por presos com acesso privilegiado, conhecidos como “regalias”, e distribuídos entre outros detentos.
As apurações também indicam que o advogado atuava junto com uma sócia, e que os dois exerciam o papel de “sintonia” da organização criminosa, responsáveis por repassar recados entre integrantes e facilitar a comunicação entre os presos.
Outro ponto levantado pela investigação é o possível envolvimento de um policial militar, que teria repassado informações sigilosas de sistemas de segurança pública para auxiliar o grupo.
Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para perícia. A análise deve ajudar o GAECO a avançar nas investigações, identificar outros envolvidos e entender a dimensão do possível esquema criminoso.
O caso segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas quando o processo se tornar público.
O nome da operação faz referência ao “Cavalo de Tróia”, episódio da mitologia grega em que um presente aparentemente inofensivo escondia soldados em seu interior. Segundo o Ministério Público, a comparação remete ao uso da confiança e das prerrogativas da advocacia para introduzir, de forma disfarçada, itens ilícitos no sistema prisional, colocando em risco a segurança da unidade.
Foto de Capa: Ministerio Publico de Santa Catarina/Divulgação
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