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Comissão ouve o vereador Cleiton Profeta e avança com processo de cassação em Joinville

Vereador está sendo acusado de possível quebra de decoro parlamentar

Por: Redação Ponto Norte

14:58:00 - 09/04/2026

Comissão ouve o vereador Cleiton Profeta e avança com processo de cassação em Joinville

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A Comissão Processante da Câmara de Joinville avançou, nesta quarta-feira, 8, na análise do processo que apura possível quebra de decoro parlamentar envolvendo o vereador Cleiton Profeta (PL). Em reunião destinada à oitiva do parlamentar, ele respondeu aos questionamentos do relator, Érico Vinicius (Novo), do vereador Brandel Junior (Republicanos) e também da defesa.

Com o depoimento, a fase de instrução do processo foi encerrada. A partir da próxima segunda-feira, 13, a defesa do vereador terá o prazo de cinco dias corridos para protocolar documentos e apresentar as alegações finais. Na sequência, caberá ao relator emitir parecer recomendando ou não a cassação do mandato.

Caso o relatório seja favorável à perda do mandato, o texto será submetido ao plenário da Câmara. Para que a cassação seja aprovada, são necessários ao menos dois terços dos votos, o equivalente a 13 vereadores.

Defesa nega agressão

Durante a oitiva, Cleiton Profeta negou que tenha ocorrido agressão física envolvendo o vereador Henrique Deckmann. O parlamentar, no entanto, admitiu que houve confronto verbal e momentos de tensão durante reunião realizada em 25 de fevereiro, na sala VIP da Câmara.

Ao apresentar sua versão, Profeta relatou que a reunião, convocada pelo presidente Diego Machado (PSD), tratava de questões administrativas e de manifestações fora da tribuna. Segundo ele, o desentendimento começou após tentar deixar o local antes do fim do encontro.

"Ouvi na íntegra o que o vereador Diego tinha para falar, sem interrompê-lo, e pedi a palavra primeiro, porque, obviamente, eu tinha que sair antes. Daí eu falei: ‘Entendo que é para mim, esse recado, e para o Neto, e eu não mais… Prometo, eu prometo para vocês que eu não falo mais fora do microfone, desde que a gente aprove o horário também de oposição", disse Profeta. 

"Aí o presidente falou que não era hora para negociação, eu falei: “Não, sempre aqui é hora de negociação, somos parlamentares…” Aí eu falei: ‘Bom, eu sei que vocês obedecem ao prefeito, vocês não vão votar mesmo, e é isso aí, rapazes, tenho que ir embora.” Levantei da mesa para ir embora; no que o senhor Henrique Deckmann encostou no meu ombro, e dando de dedo, falou: “Você não vai sair, você senta, cala a boca, moleque, que agora você vai ouvir. E eu falei: “Moleque o quê, seu velho gagá ?” Eu vou falar a verdade. “Moleque o quê, seu velho gagá ?”, complementou o vereador.

De acordo com o vereador, houve troca de ofensas verbais, incluindo expressões consideradas depreciativas. Profeta também afirmou que o episódio ocorreu em um contexto de debate político acalorado, no qual outros parlamentares teriam adotado tom semelhante.

Histórico do caso

O processo de cassação foi aberto no início de março, após o plenário aceitar denúncia apresentada por diretórios municipal e estadual do partido Novo. A abertura da investigação foi aprovada por 14 votos a 2.

As acusações incluem supostas ofensas a colegas, tumulto em sessões legislativas e relatos de agressão física contra outro vereador. O parlamentar nega todas as acusações e sustenta ser alvo de “perseguição” política devido à sua atuação independente.

Até o momento, a comissão já ouviu os vereadores Lucas Souza, Instrutor Lucas, Kiko da Luz, Wilian Tonezi e Diego Machado, além da deputada estadual Ana Campagnolo.

Também prestaram depoimento munícipes arrolados no processo, que contribuíram com relatos sobre os episódios investigados.

Foto de capa: Mauro Artur Schlieck/CVJ

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