#coluna
JEC tenta se reconstruir na Série D e o torcedor tenta acreditar
Coelho estreia neste sábado contra o São Luiz, na Arena Joinville
Por: Rafael Moreira
17:19:00 - 03/04/2026
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O torcedor do Joinville entra na Arena neste sábado, 4, às 16h, não apenas para ver a estreia na Série D do Campeonato Brasileiro. Vai, sobretudo, para descobrir que time é esse que veste a camisa tricolor depois de um início de ano que ninguém quer lembrar, mas que também ninguém pode ignorar.
O rebaixamento no Campeonato Catarinense não foi só um tropeço. Foi um alerta alto, daqueles que obrigam o clube a se olhar no espelho. E o reflexo que o JEC viu exigiu ação imediata.
A resposta veio em forma de reformulação. Dez jogadores chegaram. Não por acaso, não por oportunidade de mercado, mas por necessidade. Era preciso remontar o elenco para evitar que o desastre recente virasse padrão. Mas talvez o ponto mais interessante dessa reconstrução esteja na ideia por trás dela.
O Joinville não foi nem para um extremo, nem para outro. Apostou em um meio termo, algo raro em momentos de pressão. Trouxe experiência para dar sustentação e juventude para devolver intensidade.
Pedro Botelho é o símbolo mais claro dessa escolha. Aos 36 anos, carrega no currículo o título da Copa do Brasil de 2014 pelo Atlético-MG e chega com a missão de organizar uma defesa que sofreu demais no estadual. Não vem para ser apenas mais um — vem para ser referência.
Do outro lado dessa balança está Garrinsha. Aos 24, ainda busca afirmação, mas chega com moral após marcar o gol mais bonito do Campeonato Carioca deste ano, contra o Flamengo. É o tipo de jogador que representa o que faltou ao JEC: ousadia, improviso, algo fora do roteiro.
Entre um e outro, o clube tenta encontrar equilíbrio. E talvez aí esteja o verdadeiro jogo antes mesmo de a bola rolar.
Fora de campo, a mudança também foi necessária. A chegada de Alisson da Silva, o Da Silva, como gerente de futebol, preenche um vazio que não poderia continuar existindo. Em um clube que precisou se reorganizar às pressas, ter alguém para dar direção deixa de ser luxo e passa a ser obrigação.
Nada disso, claro, garante resultado imediato. A Série D é um campeonato traiçoeiro, especialmente para quem ainda está se encontrando. E o adversário da estreia, o São Luiz-RS, não entra em campo para participar de reconstrução alheia.
O fator casa ajuda, empurra, cobra. E talvez seja justamente essa cobrança o termômetro mais fiel deste novo momento. O torcedor não espera perfeição, mas exige sinais de organização competitividade e vontade porque, no fundo, a estreia do JEC não é sobre como o time começa a Série D, é sobre como decide reagir depois de ter chegado ao fundo. E isso, mais do que qualquer resultado, é o que estará em jogo na Arena Joinville.
Foto de capa: Ivanor Jr./JEC
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