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Referência no vinil, Discolândia preserva história da música e marca gerações em Joinville
Reportagem integra a série especial Joinville 175: a gente faz história
Por: Rafael Moreira - Repórter
11:30:00 - 27/03/2026
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O som inconfundível de um vinil girando, capas icônicas alinhadas nas prateleiras e conversas apaixonadas sobre música fazem parte da memória afetiva de gerações em Joinville. Há 57 anos, a Discolândia se tornou um refúgio para quem enxerga na música mais do que entretenimento, um verdadeiro ponto de encontro cultural no coração da cidade.
A reportagem sobre a Discolândia integra a série especial Joinville 175: a gente faz história, produzida pelo portal Ponto Norte Joinville, que está sendo publicada ao longo deste mês de março em comemoração aos 175 anos de fundação do município. As publicações são feitas às segundas, quartas e sextas-feiras, com matérias no site e minidocumentários no YouTube e nas redes sociais.
Início da Discolândia
A loja foi fundada por Alexandre Wojtech e Marli Silva em 15 de janeiro de 1969. Associada ao número 147 da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Joinville, a Discolândia/Comercial Wojtech Ltda. começou em um pequeno espaço no final da rua do Príncipe, próximo à Catedral.
“A loja foi fundada em 1969, na rua do Príncipe com o nome de Elvo II, que seria dos pais do meu marido Alexandre. Então lá ficou conhecida com discolândia e depois, com o crescimento da loja, mudamos para rua 15 de novembro onde estamos até os dias de hoje”, relembra Marli Silva.
Adaptação às mudanças do mercado
Ao longo de mais de cinco décadas, a loja acompanhou as transformações do mercado fonográfico, atravessando diferentes eras e formatos, dos vinis aos CDs, até a ascensão das plataformas digitais. Ainda assim, manteve sua essência como ponto de encontro de colecionadores e amantes da música, consolidando um público fiel que atravessa gerações.
“Por muitos anos enfrentamos as variações das mídias modernas. Por exemplo: o que vendíamos nos anos 60, não conseguíamos vender nos anos 70. Para poder acompanhar a mudança do vinil para o CD, tivemos que mudar um pouco a loja para comercializar o material que era o ápice da tecnologia na década de 80. Depois, nos anos 2000 se esvaziou as lojas com as plataformas digitais e nesse tempo trabalhamos com o retorno do vinil, comprando discos da Alemanha para colecionadores e amantes do vinil”, conta Marli.
Mesmo com os desafios, a loja manteve sua essência e construiu uma relação afetiva com seus clientes. “O vinil tem voltado com força, mas para um grupo específico de colecionadores, que sempre foi o público da nossa loja. Nós criamos fidelidade. Hoje os netos dos nossos clientes do passado também compram na nossa loja. Alunos de um colégio aqui perto que entram na loja e conversam sobre venil. Sempre digo a eles que não vendemos musica por valor, vendemos por amor”, destaca a proprietária.
Fim de uma era
Em março de 2026, ano em que a Discolândia completou 57 anos de história, os proprietários anunciaram a venda do estabelecimento, gerando forte comoção nas redes sociais. Clientes antigos, colecionadores e admiradores manifestaram carinho e preocupação com o futuro de um dos espaços mais emblemáticos da cultura joinvilense.
“A decisão da venda da discolândia foi bastante pensada e doida. Temos que vender para cuidar de nós, que enfrentamos problemas de saúde. Já recebemos algumas ofertas e esperamos que os novos donos tenham o mesmo amor e dedicação com a marca como nós tivemos nas últimas cinco décadas”, finaliza Marli.
A possível mudança marca o fim de um ciclo, mas reforça o legado da Discolândia como um dos mais importantes pontos de resistência cultural e musical de Joinville.
A série especial Joinville 175: a gente faz história é patrocinada por: Shopping Mueller Joinville, ClipOn Filmes, Expressio Comunicação e Mondigital Marketing.
Assista ao vídeo
Foto de capa: Rafael Moreira/Ponto Norte Joinville
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