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“Não errar” não basta, é preciso se posicionar: o risco das crises silenciosas de reputação
Empresas que não se comunicam estrategicamente podem enfrentar crises invisíveis que minam sua autoridade e confiança perante o mercado e o público
Por: Francine Ferreira
10:00:00 - 18/03/2026
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Estar entre as maiores empresas de um determinado setor não é garantia de reconhecimento.
Quando uma organização tem grande presença de mercado, mas não é percebida pelo público ou pelos stakeholders como referência, há um sinal de alerta bastante claro.
Essa desconexão entre o que a marca representa internamente e como é vista externamente caracteriza uma crise de reputação silenciosa, uma ameaça que cresce mesmo sem a ocorrência de erros explícitos.
A falta de posicionamento público e a ausência em canais estratégicos de comunicação comprometem a autoridade institucional e tornam a empresa vulnerável quando os desafios inevitavelmente surgem. Isso porque a construção de uma reputação sólida leva tempo e requer consistência.
Dados do Reputation Institute indicam que 84% do valor de mercado de uma empresa vem de fatores ligados à sua reputação. Outro levantamento, da Weber Shandwick, revela que mais de 60% do valor de uma organização está relacionado à percepção pública sobre sua confiabilidade.
Crises silenciosas acontecem quando a organização não tem uma narrativa estável ou não dialoga com seus públicos de maneira estratégica.
A ausência de uma voz ativa em temas relevantes pode ser interpretada como desinteresse ou desconexão com o mercado e com a sociedade.
Não basta ser bom, é preciso mostrar
No cenário atual, fica claro que não basta ser uma boa empresa, é preciso ser reconhecida como tal. A ausência de erros não é suficiente para garantir uma reputação positiva se não houver uma presença comunicacional constante e bem estruturada.
O investimento em uma comunicação estratégica baseada no fortalecimento de reputação e identidade de uma organização funciona como um seguro reputacional. Quando a crise chega, quem já tem autoridade e credibilidade construídas tende a receber o benefício da dúvida de forma mais fácil perante o público. O impacto é menor e a recuperação, mais rápida.
Construir autoridade, visibilidade e confiança são ações diárias, que devem anteceder qualquer sinal de crise.
A reputação, afinal, é um ativo estratégico que precisa ser construído antes que ela seja colocada à prova.
Francine traz, nesta coluna, reflexões sobre como a comunicação constrói (ou enfraquece) a reputação de marcas, empresas e líderes.
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