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Dois empresários de Corupá são condenados pelo STF por financiar atos do 8 de janeiro
Decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes e estabelece pena de 14 anos de prisão
Por: Danielly Vieira - Repórter
11:30:00 - 13/03/2026
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O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou dois empresários de Corupá, no Norte de Santa Catarina, por participação no financiamento do transporte de manifestantes que viajaram a Brasília durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes no início de março e estabelece pena de 14 anos de prisão, além de multa.
Os condenados são os empresários René Afonso Mahnke e Alcides Hahn, de Corupá, além do aposentado Vilamir Valmor Romanoski, de Brusque. Conforme a sentença, eles ajudaram a custear um ônibus que partiu de Blumenau com destino à capital federal no dia 5 de janeiro de 2023, levando 41 passageiros até a região da Praça dos Três Poderes.
Segundo informações reunidas no processo, ao menos um dos passageiros transportados participou diretamente das invasões e depredações registradas três dias depois nas sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.
Por conta do envolvimento no financiamento da viagem, os três foram condenados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa.
Organização da viagem
As investigações apontaram que Vilamir Valmor Romanoski teve papel relevante na organização da viagem. De acordo com o processo, ele realizou transferências que somaram mais de R$ 10 mil para a contratação do ônibus e também recebeu valores enviados por outras pessoas que contribuíram com o custeio do transporte.
Mensagens extraídas do celular do investigado também foram citadas na decisão. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, os diálogos indicam participação na organização do transporte, na arrecadação de recursos por meio de transferências via Pix e na mobilização de manifestantes ligados a um acampamento instalado em Brusque.
O processo aponta ainda que o dinheiro utilizado para custear a viagem foi reunido por meio de contribuições feitas por apoiadores, em uma espécie de arrecadação coletiva.
Entre os casos citados está o do empresário Alcides Hahn, que teria realizado uma transferência de R$ 500 para ajudar nas despesas do transporte.
No caso do empresário René Afonso Mahnke, a decisão também menciona um PIX no valor de R$ 1 mil destinado à empresa responsável pelo ônibus que levou os manifestantes até Brasília.
Sentença
A sentença destaca que a mobilização tinha como objetivo impedir o funcionamento regular dos Poderes Constitucionais e provocar a deposição do governo legitimamente eleito, com expectativa de participação das Forças Armadas para instaurar um regime de exceção.
Durante o processo, as defesas dos empresários de Corupá negaram envolvimento direto nos atos registrados em Brasília.
Com a decisão do STF, o processo entra agora na fase de execução penal. Nesta etapa, é emitida a chamada guia de recolhimento, documento que formaliza o início do cumprimento das penas impostas aos condenados.
Fotos de Capa: Agência Brasil
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