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Presença de mulheres cresce na construção civil e ganha espaço em empresa de Joinville

Presença feminina cresce em empresa do setor e já supera número de homens em cargos estratégicos

Por: Redação Ponto Norte

12:39:00 - 08/03/2026

Presença de mulheres cresce na construção civil e ganha espaço em empresa de Joinville

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Uma incorporadora com sede em Joinville, tem apostado na liderança feminina e ampliado a presença de mulheres em um setor historicamente dominado por homens: a construção civil. No Grupo Estrutura, quase metade da equipe é formada por mulheres, que também ocupam parte significativa dos cargos de gestão e atuação técnica nas obras.

Atualmente, das 50 pessoas que compõem o quadro de colaboradores da empresa, 24 são mulheres. Nos cargos de liderança, elas já são maioria: seis mulheres ocupam posições estratégicas, frente a cinco homens. Na área técnica, quatro profissionais atuam diretamente na engenharia e nos canteiros de obras.

Segundo o CEO da empresa, Marconi Bartholi, a ampliação da participação feminina faz parte de uma estratégia de gestão. “Essa é uma decisão estratégica. Nós entendemos que equipes diversas tomam decisões melhores e constroem resultados mais consistentes. O crescimento da presença feminina no Grupo Estrutura é reflexo de uma cultura que valoriza competência, dedicação e visão de futuro, independentemente de gênero”, afirma.

Liderança na engenharia

À frente da coordenação de engenharia está Aline Fistarol Soares, que atua há seis anos na empresa e há três ocupa a função de coordenadora. Formada há oito anos, ela é responsável por integrar diferentes áreas ligadas ao desenvolvimento das obras.

Entre as atividades sob sua supervisão estão planejamento de obra, cronograma físico-financeiro, suprimentos, acompanhamento das obras em andamento, além de suporte às modificações solicitadas por clientes e ao pós-obra.

“Hoje coordeno a equipe de engenharia. Vai desde suprimentos, planejamento de obra, cronograma físico-financeiro, modificações de cliente, apoio ao pós-obra e às obras em andamento. Fica na minha supervisão essa visão geral da engenharia: quais são os projetos de hoje, quais são os próximos e o que precisamos entregar”, explica.

Mais mulheres na formação

Para a engenheira, a presença feminina no setor vem aumentando gradualmente, processo que já pode ser observado desde a universidade.

Ela se formou na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e afirma que a proporção de mulheres nos cursos de engenharia mudou nos últimos anos.

“Quando eu entrei na faculdade, foi um momento de virada: 50% da turma era formada por mulheres. Antes disso, às vezes eram duas mulheres no meio de dezenas de homens. A construção civil está em evolução, e as mulheres estão fazendo parte dessa evolução”, diz.

Atenção aos detalhes

Segundo Aline, a presença feminina tem contribuído para elevar o padrão de qualidade das obras, especialmente no mercado de alto padrão, foco da empresa.

“Nós trabalhamos com alto padrão, então estamos focados em entregar o melhor para o cliente. E isso está nos detalhes. As mulheres têm um olhar mais detalhista, mais perfeccionista. Há sempre a preocupação sobre o que é possível melhorar”, afirma.

Ela cita como exemplo a atuação de mulheres em serviços de acabamento, como pintura e vistoria de apartamentos. De acordo com a coordenadora, o cuidado com detalhes como rejuntes, selantes e acabamento final contribui para a qualidade da entrega.

“Pensamos como o cliente, com o seu olhar, e nos atentamos aos detalhes. Todo mundo pode construir, mas a forma como entregamos mostra o diferencial do nosso produto”, diz.

Mudanças nos canteiros

Com o aumento da participação feminina, as obras também passaram por adaptações estruturais. Entre as mudanças estão a criação de espaços adequados para mulheres, como banheiros separados.

A empresa afirma que também promove ações internas de acolhimento para colaboradoras que se tornam mães.

No contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, Aline deixa um recado para mulheres que ainda enxergam a engenharia como um ambiente predominantemente masculino.

“Eu escolhi engenharia civil porque construímos sonhos. As pessoas querem um lar e a engenharia proporciona isso. O gênero não define quem a gente pode ser. É a dedicação, o comprometimento e a responsabilidade. O capacete não escolhe gênero. A gente veste e faz acontecer.”

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