Joinville deixou a classificação de alto risco para epidemias de dengue, zika e chikungunya e passou a integrar a faixa de médio risco, segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado em fevereiro deste ano. É a condição mais favorável registrada pelo município nos últimos cinco anos, com redução de 35% no número de focos do mosquito em comparação com o ano anterior.
O levantamento identificou 269 focos do mosquito em 2026, número inferior aos 415 contabilizados no ano passado. O Índice de Infestação Predial (IIP), que representa a porcentagem de imóveis com presença de focos, ficou em 3,9%, índice que classifica a cidade como de médio risco.
A pesquisa mobilizou 70 profissionais da Vigilância Ambiental e vistoriou 5.874 imóveis em todas as regiões do município.
Estratégias de combate
De acordo com a diretora de Vigilâncias da Secretaria da Saúde de Joinville, Maria Cristina Willemann, o resultado demonstra avanço, mas exige continuidade das ações. “O cenário de 2026 indica uma redução, mas também reforça que as ações contínuas realizadas no município precisam ser mantidas. Isso envolve o papel da Vigilância Ambiental e também o da população”, afirmou.
Entre as estratégias adotadas pela Prefeitura estão mutirões nos bairros, implementação do Método Wolbachia, vacinação e campanhas de conscientização, como o programa Dez Minutos Contra a Dengue.
O roteiro da ação está disponível no site da Prefeitura e inclui um checklist para que os moradores registrem as datas das vistorias realizadas em suas residências, facilitando o acompanhamento periódico.
O LIRAa é um método desenvolvido pelo Ministério da Saúde para mapear áreas de risco, identificar criadouros predominantes e orientar as ações de combate nos municípios. De acordo com o levantamento, os principais criadouros continuam sendo pequenos depósitos móveis e recipientes descartáveis, como lixo e entulhos, localizados principalmente em residências.
Foto de Capa: Divulgação/Prefeitura de Joinville.



