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Joinville é alvo de megaoperação contra crimes ambientais e tráfico de animais
Ação cumpre mandados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul
Por: Redação Ponto Norte
09:00:00 - 03/03/2026
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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 3, a Operação Aruana em Joinville, em ação contra uma rede suspeita de tráfico de animais silvestres. Na cidade, estão sendo cumpridos mandados de busca e prisão relacionados à investigação de crimes contra a fauna, falsidade documental e participação em organização criminosa.
A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Ministério Público de Santa Catarina, em apoio à 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, com participação da Polícia Militar Ambiental.
Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão contra 39 investigados. As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, são executadas em municípios catarinenses e em outros quatro estados: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Bahia.
Na Bahia, a operação ocorre em Lauro de Freitas. Em São Paulo, os alvos se concentram em Diadema, Guarulhos, Indaiatuba, Ribeira, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba. No Paraná, há diligências em Curitiba.
Em Santa Catarina, os mandados são executados em Balneário Camboriú, Barra do Sul, Barra Velha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Indaial, Ilhota, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Navegantes, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Timbó. Já no Rio Grande do Sul, as ações ocorrem em Pelotas e Glorinha.
Objetivo da operação
O Ministério Público explicou que a operação visa apreender materiais ligados ao tráfico de animais e à falsificação de documentos, além de coletar provas que possam identificar os responsáveis e aprofundar as investigações sobre a rede criminosa.
Os animais resgatados em Joinville receberão atendimento e proteção imediata, com a orientação de dois médicos-veterinários disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária. Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para perícia, com análise posterior pelo GAECO.
As investigações tramitam sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas à medida que os autos se tornarem públicos.
Nome da operação
O nome "Aruana" foi escolhido por sua relação direta com o propósito da operação, voltada ao combate ao tráfico de animais silvestres. De origem tupi-guarani, o termo significa “sentinela da natureza”, evocando a ideia de proteção permanente e vigilância sobre o meio ambiente. Derivado de "a’ruã", que remete à garça, o nome também faz alusão às aves que habitam áreas alagadas e lagos, símbolos da fauna ameaçada pelo comércio ilegal.
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