#segurança
Empresário joinvilense relata tensão em Dubai após fechamento do espaço aéreo por conflito no Oriente Médio
País foi bombardeado em retaliação feita pelo Irã
Por: Rafael Moreira - Repórter
18:16:00 - 01/03/2026
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O empresário joinvilense Henderson Rodrigues, CEO da SevenX, usou as redes sociais para relatar os momentos de tensão vividos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após o fechamento do espaço aéreo local neste fim de semana devido à escalada do conflito no Oriente Médio. Ele segue sem previsão de data para deixar o país e com constantes alertas sobre o risco de bombardeios na região.
Henderson relatou que estava no aeroporto no sábado, dia 28, para embarcar de volta a Madrid, quando foi surpreendido com o aviso para que o local fosse esvaziado. “Começamos a escutar vozes dentro do aeroporto e percebemos que o espaço aéreo havia sido fechado. E, obviamente, avisaram que havia acontecido alguma coisa com relação à guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Todo mundo saiu do aeroporto.”
Desde então, companhias aéreas como Emirates, Etihad e Air Arabia suspenderam temporariamente voos para os aeroportos nos Emirados, enquanto as autoridades de aviação civil mantêm restrições ao tráfego aéreo como medida de precaução diante dos disparos de mísseis e drones. O fechamento, inicialmente anunciado como temporário, tem sido estendido em consonância com a evolução dos eventos.
Após deixar o aeroporto, Rodrigues e outros amigos, um brasileiro que mora em Londres e dois israelenses, buscaram um hotel na esperança de que a situação fosse normalizada no dia seguinte. “Imaginamos que, na manhã do dia 1º, tudo estaria normalizado e voltaríamos para o aeroporto, pegaríamos o avião e voltaríamos para casa. Fomos para o hotel, saímos para jantar, as pessoas na Marina estavam passeando e tirando fotos, e os restaurantes cheios. Tudo normal”, relatou.
Mas a normalidade foi breve. Ainda na madrugada, o grupo recebeu alertas para buscar abrigo seguro diante de possíveis ataques. “Chegou sinal no celular pedindo para procurarmos um lugar seguro porque havia risco de bombas, e fomos para a escada de incêndio do hotel. Ficamos lá por um tempo e, graças a Deus, não aconteceu nada. Então decidimos voltar para os quartos e ver o que faríamos pela manhã", disse em vídeo nas redes sociais.
Na manhã deste domingo, Rodrigues afirmou que percebeu uma mudança clara no ambiente da cidade, que antes parecia funcionar normalmente. “Acordamos e as coisas já estavam diferentes na cidade. Já houve ataque. Acertaram o aeroporto e, mais uma vez, acertaram o Burj Khalifa. As ruas já não estão tão cheias como antes. Procuramos um apartamento mais afastado do centro da cidade e de lugares turísticos que acreditamos que possam ser alvos.”
Confira o relato completo
Relatos oficiais e reportagens internacionais confirmam que, além das interrupções no tráfego aéreo, partes da infraestrutura aeroportuária e edifícios nas principais cidades dos Emirados sofreram impactos indiretos em meio ao aumento das hostilidades entre Estados Unidos e Israel com o Irã,, com sucessivos disparos de mísseis e drones interceptados pelas defesas locais.
Em sua avaliação pessoal da situação, o empresário lembrou o contraste entre a imagem de segurança que Dubai carrega internacionalmente e a vulnerabilidade que o atual conflito expõe.
“Todo esse movimento é irônico, pois estamos talvez na cidade mais segura do mundo, com Rolex que ninguém mexe e dinheiro colocado no chão que ninguém pega. Me fez pensar, ironicamente, que estabilidade não existe.”
Apesar da tensão, ele mantém esperança de que a situação melhore nos próximos dias. “Espero que, até sexta-feira, dia 6 de março, tudo esteja mais tranquilo. Estão falando que no dia 2 eles vão reavaliar o espaço aéreo.”
Enquanto isso, Rodrigues continua em Dubai, aguardando novas orientações das autoridades locais e atualizações sobre a eventual reabertura do espaço aéreo, que segue sem data definida para retorno à normalidade.
Conflito no oriente médio
No sábado, 28, uma grande escalada militar começou quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva coordenada de ataques aéreos e com mísseis contra alvos no Irã. Essas operações visaram principalmente infraestruturas militares e a liderança iraniana e resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros comandantes.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
Explosões também foram ouvidas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, todos com presença de bases norte-americanas.
Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e informaram que uma pessoa morreu na capital, Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai e vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein.
Foto de capa: Henderson Rodrigues/Arquivo Pessoal
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