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JEC 2026: quando o improviso vira projeto e o erro vira rotina
Clube virá refém de decisões apressadas, planejamento inexistente e sequência de más ideias
Por: Rafael Moreira
11:28:00 - 09/02/2026
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Se alguém ainda procura lógica no Joinville Esporte Clube em 2026, talvez esteja perdendo tempo. O que se vê no Campeonato Catarinense é um clube refém de decisões apressadas, planejamento inexistente e uma sequência de más ideias que se acumulam com as derrotas na tabela. A análise inflamada pelo sentimento de derrota, segue aquele ditado: "o que começa errado, termina errado".
A demissão de Cristian de Souza, apenas 26 dias após sua contratação, não é um episódio isolado. É o retrato fiel da gestão do presidente Darthanhan Oliveira, que age no desespero, sem convicção e, principalmente, sem rumo. Contrata-se sem critério, demite-se sem solução e segue-se apostando que, em algum momento, o acaso vai salvar o que o planejamento destruiu.
O comando do time agora fica nas mãos de Serginho Braga, técnico do Sub-17, que será o terceiro treinador do JEC em um pouco mais de um mês. Ele foi alçado ao time principal de forma interina, não por um projeto de transição estruturado, mas porque simplesmente não havia outra ideia melhor na gaveta.
Nada contra ao Serginho Braga, que vem fazendo um bom trabalho com a garotada do JEC. Mas, jogar a responsabilidade de um time afundado na lanterna do quadrangular do rebaixamento nas costas de um treinador da base beira a irresponsabilidade com o clube e com o próprio profissional.
Os números são cruéis e não aceitam maquiagem: oito derrotas seguidas no Estadual, último colocado no quadrangular e chances reais, talvez as maiores da história recente, de um rebaixamento para a Série B do Catarinense. Um clube que já foi referência nacional hoje parece incapaz de aprender com os próprios erros.
O mais preocupante não é apenas a possibilidade da queda. É a sensação de que, mesmo diante do abismo, o Joinville segue tomando decisões como quem apaga incêndio com gasolina. Falta diagnóstico, falta comando, falta coerência. Trocar técnico em menos de um mês e apostar em soluções improvisadas não é reação — é confissão de fracasso.
Se o JEC cair, não será por azar, arbitragem ou falta de apoio da torcida. Será consequência direta de péssimas ideias transformadas em política esportiva. E, do jeito que está, o rebaixamento parece menos um acidente e mais um destino cuidadosamente mal planejado.
O Joinville ainda pode escapar em campo. Mas fora dele, a temporada já é um alerta vermelho: ou o clube muda urgentemente a forma de pensar futebol, ou continuará colecionando vexames enquanto vive de um passado que, a cada ano, parece mais distante.
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